=)
 
 


Sexta-feira, Setembro 07, 2007

   
me dê uma palavra de conforto?
e ele responde dizendo: sofá

ouvir bocelli hoje é um insulto a pavarotti; lá se vai eu, eu e caruso. vim correndo como quem corre para vomitar; eu não aguento e vomito na pia, como quem morre na praia e, inclusive, nunca tentei entender essa expressão, mas grotesco é o que de mais sincero eu poderia ser agora.

eu não sim 01:25


Terça-feira, Julho 03, 2007

   
em algum lugar do passado...

"não sei por onde começar, e acima disso, não sei exatamente o que estou fazendo. falar sobre exatidão parece ridículo, estou bem longe disso. estou, mas na verdade não. sinto-me lembrando e ainda assim me faço esquecer ao mesmo tempo. e por quê? lembrar e esquecer é tão fácil que estou brincando de esconde-esconde comigo mesmo, percebendo e dizendo como se não. vou me esforçar... nos últimos dias criei mais uma teoria que diz sobre minha falta de articulação. sinto tanto dentro de mim e posso dizer tão pouco quanto um adágio. nomeei a teoria de: a síndrome da garganta entupida. trata-se basicamente de palavras ou pensamentos que se interrompem em minha garganta sufocando os sentimentos; só um pouco de suor do suco escorre já espremido através de todo o entalo. já pensei sobre soluções, terminei em soluços. um triturador pra mutilar minhas palavras? mastigar pedaços de vidros... qual é o meu problema? tenho remorso de que eu saiba. é incrível como não posso dizer... eu preciso saber que entendo e é o suficiente. quero sentir que isso tudo já é a influência que preciso. quero realmente saber que um bom começo pra superar é assumir e parar de escrever agora. agora mesmo. mas não parei. vou tentar dizer o que quero: eu não sei. sabe que sou uma pessoa um tanto pura? eu tenho valores que assombram as tentações. não evitei os caminhos que poderiam me corromper. simplesmente os enfrentei e saí limpo. tem algo me bloqueando. estou fazendo algo errado. não estou agindo de acordo comigo mesmo em coisas simples. contra o que estou lutando? qual é o problema? eu vou tentar... minha vida tem gosto de chiclete e o tênis do meu amigo é um desgosto pra vida eterna. estúpida ferramenta de defesa... q que eu devo dizer? quero respostas e sou mais equilibrado do que imagina. não acredito nos meus próprios problemas. estou desgostado e desacredito em tudo aquilo que leva alguém a viver. não sinto amigos. não sinto a família. nada faz sentido, não sinto nada além disso. a vida não é especial à altura dos meus sentimentos, uma vez que minha capacidade está em risco. cheguei ao ponto brutal de acreditar que era possível voar. fiz tentativas durante as noites e criei outras teorias... nenhum resultado. minha esperança está sendo resumida. admiti minha afeição pela tristeza e a dominei, assim passei a adorá-la. aprendi a conjurar a dor e descobri que posso ter o que eu quiser diante da mágoa. desde inspiração, até alegria e disposição. tristeza, isto posso dizer que entendo perfeitamente. entendo e sinto. sei e sinto. mas ainda assim... eu sinto a falta... eu sinto... alguma coisa..."

eu não sim 16:14


Quarta-feira, Junho 27, 2007

   
*Advertência*

o idiota que perder tempo lendo esse blog é mesmo um idiota.

adios
ou
amerda

eu não sim 00:59


Segunda-feira, Junho 04, 2007

   
eu sei mais do que devia e menos do que precisava.

eu não sim 04:57


Domingo, Junho 03, 2007

   
e eu que nem te vi ontem. minhas pernas não param; queimando a ansiedade mais parecem engrenagens que produzem as cestas básicas da sinceridade às famílias de baixa renda. mas eu ainda sinto. palavra de pobre, mas sentimento de rico ou ao menos um sonho disto. posso brincar de ponto e vírgula ou crase, não como seu mitsubishi sistemático dos elementos constitutivos da língua... a intenção não basta e eu sou uma vergonha pra literatura emo, enquanto só a polícia do pensamento sabe o quão você escreve sangrando e que você é aquilo tudo que eu nunca fui. o que é otimo. porque queria também perder a memória sábado em vez de perder meu tempo tentando lembrar o que você esqueceu. eu queria te dizer tanto, mas o computador desligou na minha cara e isso me deixou cansado. o cansaço move montanhas... de fé. já vai amanhecer e eu não posso dizer o quanto eu sinto por você. eu vou dormir sem o que eu quero. esse pequeno recado vai sumir soterrado acima e abaixo de tantos outros, feito um sanduíche com o recheio esmagado. você vai se importar com cada coisinha sensível que eu disse? vai notar que em nenhum momento falei sobre autopreservação e o quão desatenta é a diferença entre um coração partido e um câncer de pulmão? e só pra ser discreto: if I could be who you wanted... all the time, all the time...
eu te amo, eu te amo
 
eu não sim 06:10


Quarta-feira, Maio 30, 2007

   
seduza meus valores, faça-os comer uns aos outros...

eu não sim 04:15


Sexta-feira, Maio 25, 2007

   
antigamente não parecia tão difícil não começar assim. tampouco parecia possível indizer o dizível e o quão errado era. mas nunca me importei realmente com isso, tanto que me encontro aqui, agora, cometendo os enganos de sempre. feito uma criança que aperta a campainha, mas não sai correndo, que passa o trote, mas não conta a piada. não sei quando foi a última vez, só sei que foi a última. não sei quando deixei de me esforçar pra que entendessem, só sei que deixei. acho que se minha casa não estivesse grudada, eu esquecia ela dentro da minha cabeça, já que às vezes, me pego andando no escuro imaginando luzes sem esbarrar num objeto sequer, guiado pelos lustres da loucura. de verdade. raramente me flagro cantando com você sozinho, dançando com você sozinho, dormindo com você sozinho. sou o príncipe da pérsia e você é minha princesa da índia e não importa. minha linha de pensamento já não é mais apenas linha, é a linha de uma risca de pólvora suspeita a propagar somente faíscas, descrente da explosão do barril. ainda visito meus enfermos em suas celas, eles dizem o mais alto que podem pelo buraco da imagem de exibição, carentes de um pouco de mim. entre todos esses loucos eu sou o pior, justamente por saber colocar o desarranjo mental em meu favor, pois sou eu que caminho pelos corredores diante das janelas e os olhares, ora aflitos, ora calmos. secretamente reconhecem que é bem pior aqui fora; são os níveis tróficos da insanidade, cela sob cela. espero que um dia nem a dor venha me negar a paz, mas já não posso dizer que todas aquelas lágrimas que derramo antes de dormir são mesmo de sono...

eu não sim 01:18


Sexta-feira, Maio 18, 2007

   
sêxtulo...

qualquer coisa que seja mais do que imagino, contanto que tenha unha pra arranhar o que é sincero nas miragens atraentes que menos parecem do que são. quero nadar entre as incorrigíveis ondas vertebrais de minha pisa pessoal. não pense em tentar notar as exceções, porque cada centímetro meu tem mais personalidade que sua régua alienada nauseando a vulva do meu caráter sexual.

obrigado por torrar minha paciência e comê-la com ketchup.

eu não sim 04:02


Sexta-feira, Maio 11, 2007

   
é como se todas as noites, em pleno sono, escutasse ao ouvido os sussurros indistinguíveis...

eu não sim 00:41


Quarta-feira, Maio 09, 2007

   
artista desconhecido - faixa 9

eu não sim 02:45


Sexta-feira, Maio 04, 2007

   
(imagine a imagem)

este sou eu. um edifício tímido.

é mesmo incrível a maneira como inicio as coisas da mesma forma que os outros as terminam. posso citar a palavra idiossincrasia? obrigado. 'coisas'... tanto elas quanto os pontos. poderia filosofar sobre eles, como já fiz tantas vezes, mas não agora, e que seja simbólica a retaliação pra quem chegou tarde demais. eles quem? os pontos. irei costurá-los aqui para a contenção da ignorância, pois não há dor que mais machuca que a que sentes sem saber. eis a gravidade da consciência. e para os atrasados, jaz aqui a teoria da distinção: 'o saber e o sentir nem sempre andam de mãos dadas'. nunca tive a intenção de proporcionar algum tipo de reflexão, já que tudo o que escrevo foi quase sempre destinado apenas e tão somente pra mim mesmo. este blog não passa de uma experiência psicológica. uma tentativa de calcular o quão visceral poderia ser contar, por exemplo, que roubei chocolates hoje. chama-se 'Crocante Duschlle'. aproveitei para colocá-lo em meu bolso enquanto escolhia uma bolacha recheada de morango. impura gula? talvez longe disso. além de impulso mórbido ou ãnsia de ousadia. diria que preciso de debicagem. ninguém viu. já roubei diversas coisas, especialmente quando eu era uma criança ou coisa do tipo. meu maior roubo foi uma bola de basquete e um livro da série 'onde está o wally?'. como eu diria... eu era um profissional. que tal mais uma máquina de aplausos? enfim, odeio dizer enfim. o chocolate é horrível. no máximo terei uma diarréia mental. em visto que já é notável, no pior sentido da expressão. estou ouvindo KMFDM, a banda favorita dos artistas de columbine. os humanóides ainda irão fazer muita confusão com minha calma. mas talvez um dia percebam o quanto ela é ainda mais mortal. hoje cortei minha barba com uma tesoura, a parte do pescoço é a mais difícil, por isso agora estou mutilado. mentira, segurem a excitação. são pequenos cortes, nada mais. bla bla... odeio a sombra da posição. respeito quem tem vigor diante do que acredita, que proporciona, que principalmente exercer seus sentimentos, suas convicções. mas a maioria só sabe esbanjar a sombra da posição. enojo vocês que são atribuidos por placas de direção. não sabem o que é sentir a indicação por si mesmos. é deprimente pensar que ainda irei gastar meu hálito com vocês...

em referência ao meu filho,
aqui jaz versos antigos e estupidamente meigos que fiz para minha futura arma:

"podemos ter uma. a gente ensina ela a andar. vamos fazer um enxoval com meias verdes e balas amargas pra ela chupar"


aos que desgostam, que sirva de eco: ar, ar, ar, ar, ar, ar, ar...

eu não sim 20:58


Quarta-feira, Maio 02, 2007

   
~ querido yeshua, sinto muito pouco, mas sou exótico

"eu quero arranjar uma namorada pro meu pai!" e de repente escuto a prostituta respondendo com ar de sabedoria: "jamais confunda energia com ansiedade!" rá! mas saiba, madame substituta, também sou um profissional, um profissional da dor. não conheço os movimentos certos, mas possuo em mim os orifícios do mundo. como se não fosse grande coisa estou como sempre rolando as barras de rolagens das minhas pastas de músicas sem nem ao menos saber o que estou procurando. estas músicas depressivas são uma droga, literalmente. ouço até não fazer mais efeito, depois vou em busca de alguma mais forte. (espero que o imbecil que não imaginar o quanto é sincero tenha a língua transformada numa minhoca). blonde redhead - misery is a butterfly, não é o que eu queria, mas é o que me resta. particularmente prefiro hated because of great qualities, mas meu coração já não a sente mais. doll is mine. eu sou apaixonado por música. é fonte de energia como qualquer forma de cultura. não digo que debussy é equivalente a kazantakis, cada vertente com sua seiva. mas generalizando, do âmago em si, é possível extrair a mesma sabedoria apenas sentindo. nos últimos dias me senti uma criança ao escrever. sinto agora mesmo, no pior sentido da expressão? há quem diria exatamente o contrário. está se tornando ridículo. a última linha será completa. mas antes, uma curiosidade: alegaram insanidade por minha mãe pra que ela não fosse para a prisão. pra para. fiz de propósito. pode ler isto e se rachar de raiva, contanto que fique apaixonada. a última: vá tomar no cu e espero que quebre muitas vértebras fazendo isso.

eu não sim 06:00


Terça-feira, Maio 01, 2007

   
~ o dia em que direi tchau por primeiro

eis um ato romântico dos tempos modernos: mudei meu status no MSN para ocupado mas, todavia, ainda assim, contudo-no-entanto-porém continuo aqui, e, inclusive, desocupado. sei que não faria diferença se estivesse online ou até mesmo offline. quem arrombaria a porta ainda que eu gritasse: "NÃO ESTOU" ? digo, talvez essa atitude seja reflexo da esperança de que alguém apareça de repente e clique duas vezes no meu nick para digitar e enviar a seguinte mensagem com 12 caracteres: "oi, quer tc?" é só uma teoria, não é o meu caso. nem todo humanóide conhece a profundidade de abrir seu player e colocar pra executar aleatoriamente suas 3.257 músicas. é mais fácil acertar numa loteria alienígena que adivinhar qual tocará por primeiro. vejamos... sarah blasko? não. é dvorak berrando em meus ouvidos! próxima... coldplay - marianne. quero algo mais calmo que isso, muito mais. próxima... hm, FAIXA 16! eletrônico, as batidas de sempre e um cara dizendo 'do, do, do, do, do, do'. não. agora... paulo ricardo - tudo por nada! "se eu soubeeese que ia ser assim, tudo por naaadaa, e confesso que eu acreditei em meeeiiiiass verdaaadeesss". NÃO!! kings of convenience, incubus, the smiths, silverchair... hm, michael andrews - mad world. aceito. essa descontração ridícula já me fez perder o ponto. olha ele aqui. ali também. ora essa, agora aqui. cadê aquela máquina de aplausos? sim, eu insisto. the calling, INXS, angel in coma, FAIXA 6... deftones - good morning beautiful. serve. a diferença é que não tenho um livrinho de receitas. uso vírgulas a gosto e não dou a mínima em não descascar direito as piadas. SILVERCHAIR - LIE TO ME! (não, não fiquei empolgado). como ser criativo, não me censurar e ainda assim ser afável? o autor da melhor resposta ganha uma passagem só de ida para o hospício huérfanos de san josé com direito a 59 doses de ketamina pra se divertir à vontade... (tem crase, isabela?) mamonas assassinas - cabeça de bagre II. bem sugestivo. veja: LOUCURA, INSENSATEZ, ESTADO INEVITÁVEL, EMBALAGEM DE IOGURTE INVIOLÁVEL!! estou com raiva. kidneythieves - crazy. gosto. FILHO DA PUTA, ESPERO QUE QUANDO VOCÊ MIJAR, SINTA CHEIRO DE PIPOCA!

eu não sim 04:42


Segunda-feira, Abril 30, 2007

   
~ o silêncio dos culpados

já me esqueci de tudo que iria escrever. sim. como diria o flanelinha velho e honesto: aqui não tem máscara! hm... talvez alguma pequena que esconda somente os olhos, feito cortina nas janelas da alma e, talvez com um daqueles vasos de flores, onde não importa a espécie, contanto que caia na sua cabeça. como sempre estou procurando por músicas tristes, pois as minhas não servem mais. me imagino revirando latas de lixo e procurando por alguma casca de toni braxton e uma gota do antigo evanescence (e que engula um gafanhoto cada humanóide que não reconhece essa tristeza). me pego também ao semáforo, recebendo alguns trocados de the mars volta ou drugstore. "oi, tio... hoje é meu aniversário. não poderia dar-me o prazer de voltar a sentir radiohead?" e, como se eu tivesse escolha, responde o homem acompanhado da esposa e os quatro filhos: "serve um pouquinho de no doubt?"... pudera eu transformar este centavo de dor numa piscina de rachmaninoff? pudera eu vencer os concursos de piano e, feito muse, sentir o G#6 soar perfeitamente em minha garganta? oh, mamãe, um dia terei uma mansão. vou plantar denali no jardim e usar queen adreena de colchão. irei todos os dias beber chopin e jogar blonde redhead no porão. anorexia nervosa pra latir, billie holiday pra dormir. vou servir enigma no jantar e decorar com nouvalle vague a sala de estar. PARE DE RIMAR!! hoje me vesti bem e acompanhei meu pai no shopping. me sinto bonito desde que voltei. bonito e sozinho. não retirei essa beleza com alguma esperança mórbida de que você aparecesse de repente, aqui, do meu lado... o que me resta é deixar-lhe um romântico recado no orkut sobre meu sonho da noite passada. o futuro não é tão legal quanto parecia.

eu não sim 00:16


Segunda-feira, Abril 16, 2007

   
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eu não sim 23:59


Sexta-feira, Abril 13, 2007

   
"...o que é o belo senão o grau do terrível que ainda suportamos e que admiramos porque, impassível, desdenha destruir-nos?"

tétrico...

é um ato de coragem escrever neste estado, por isso não escreverei. não encontro música que seja mais calma do que eu!? pulei a parte em que diria "mentira". provavelmente você já não está entendendo mais. desde quando comecei este lugar a intenção foi ser simples e direto, mas insisto em me importar que 'este' tem mais postura que 'esse'. pra mim é difícil escrever sem complexo, fato que conduz milhares de curvas irônicas. sempre prezei aqueles que escondem a dor. é romântico. são diferentes de mim... dilacerado, espalhado pelo chão, berrando de agonia... purgação da angústia, calafrio de incompreensão, como um perfeito interno de hospício, e não disfarço nada de minha dor. veja, combina comigo? mais ou menos. diretamente não digo nada sobre mim. meu nome é lucas e repare como me importo em escrever sempre com letras minúsculas. pronto, consegui. eu não queria dizer nada disso. sade, lisa gerrard, mozart e agora billie holiday por alguns minutos, mas nada me alcança. eu poderia uma vez contar feito qualquer um? ah, vejamos... não! como diriam os publicitários, que tal um brainstorm? não também! poupo todos da a capela que fode o meu cérebro. estou me regando com hexomedine há dois dias. ando comendo muitas bolachas recheadas. todo mundo arranjou algo pra fazer agora, menos eu. hoje toquei violão na chuva e nunca havia cantado com tanta paixão. tchau
 
eu não sim 21:32


Quinta-feira, Abril 12, 2007

   
por que não gosto das coisas como elas exatamente são?
por que não gosto das coisas como elas são?
por que não gosto das coisas como são?
por que não gosto das coisas?

(pra não escolher a melhor maneira)

poderia dizê-las simplesmente feias. não é sempre digno ornar essa desgraça, e, no fim, apenas meu olhar é realmente belo. é difícil contar os fatos sem fantasiá-los com minha inspiração. posso entregar-lhes nus e berrando? posso usá-los feito colar como se fossem pingentes em seus próprios cordões umbilicais? apesar da pureza, a verdade crua é bem menos gritante do que isto que sinto. seria vanglória a proporção dos meus sentimentos? ao estar adiante da própria percepção da realidade crua, meu interior antecederia até mesmo a carniça? a pureza não é o propósito em si, mas sim o desembaraço com que o exercemos, portanto não existe réguas para a genuinidade. a pureza entre o que acontece dentro e fora de mim é equidistante, logo é visível as razões do meu paraíso pessoal. além do desembaraço, apenas sinta qual é o propósito atropelado. gosto de fugir da minha perfeição. adoro repetir carniça. venero inventar pneus bactericidas. veja agora como ele está hesitando. preciso de cimento. a impercepção alheia fez com que não bastasse mais. receio renovar tarde que a saliva é a regressão do paraíso que criei ao conjurar minha profundidade. preciso cimentar minhas ânsias afora da fronteira. silêncio, meu amor, espero que me entenda...
 
eu não sim 20:29


Sábado, Março 31, 2007

   
a primeira pergunta: o que me interrompe? veja um exemplo entre as vertentes da derrota: acabo de mudar meu status do MSN para online. assim posso me assustar quando você conectar, isso se conectar. não, o contexto não é relevante. talvez seja um pedacinho da minha ruína!? além das pedras é o valor do sentimento que irá julgar se o pedacinho é importante ou não. conheço também a teoria da bola na avalanche, mas sinceramente, não tenho tanto tempo pra rolar assim, apesar da altura. mera elegância do tempo que esconde atrás das mãos toda minha afetação, feito bombom ou anel de casamento, a surpresa é indiferente, além de sabor ou metal, ansiedade é o que sou. não ignoro meu lirismo, que mesmo infame, flama mais ossos longos e pêlos isolados que pele em carne bela, doce, lisa e macia. não só não é minha, mas também grita muito mais poesia. como a fantasia da carpa nos tanques do jardim. enquanto enrolava-se naquela alga verde moderna, era mais que inveja o olhar pontudo com que observava os lírios nadando adiante do caule, como plantas sem hastes, eram uma variedade de peixe-espada. adentro da carne branca as escamas eram mais dignas, já que por ironia, sentia sua alma obscura e sozinha transformando tristeza em coisas lindas. lembrei-me de repente de que não podia respirar fora d'água...

sentado em frente ao computador, sem carpa, espada e nem alma, apenas imaginava um desvio da pergunta. mas em querer ou não, aqui jaz minha resposta.
 
eu não sim 05:03


 
sim, dói.
 
eu não sim 02:31


 
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